Em entrevista ao programa Ponto Final, da Rádio Mirante News de São Luís, o presidente da regional Pública Maranhão, auditor fiscal da Receita Estadual e diretor do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Maranhão (Sindaftema), Gustavo Victorio, falou sobre Reforma Administrativa e desmentiu falácias que circulam na sociedade sobre o serviço público.
Gustavo afirmou que o ponto mais preocupante da proposta é a possibilidade de acabar com a estabilidade do servidor público. Defendeu que a estabilidade é fundamental para garantir a independência de profissionais que atuam em áreas sensíveis, como auditores e policiais. “Você imagina você ficar sujeito a governos, e não sendo um profissional do estado. A estabilidade do servidor público é algo que faz com que o serviço público no Brasil consiga ser diferenciado”, declarou. O auditor também refutou os argumentos de que a estabilidade gera comodidade e improdutividade.
Em sua fala, Victorio desmistificou duas acusações recorrentes contra os servidores: a dos supersalários e a de que o Brasil teria servidores em excesso. “Essa questão de supersalário representa 0,1% dos servidores públicos. A grande maioria tem uma média salarial no Brasil hoje de menos de R$ 3 mil”, afirmou. Também citou dados que mostram que, em comparação a países da OCDE e da América do Sul, o Brasil tem uma proporção menor de servidores em relação à população.
Sobre o trabalho dos auditores fiscais, o representante destacou que a categoria atua com foco em produtividade. Mencionou que a arrecadação no estado do Maranhão cresceu 11% acima da inflação no primeiro semestre do ano, o que representa mais de R$ 1 bilhão para o caixa do estado. Esse resultado contribuiu para que o Maranhão alcançasse o 2º lugar no ranking nacional de solidez fiscal. A arrecadação, segundo ele, não acontece por “exploração do empresário”, mas sim pelo combate à sonegação e à concorrência desleal, que beneficia as empresas que trabalham na legalidade.
A mobilização contra a reforma administrativa se estende em todo país. Em Brasília, servidores e entidades preparam uma série de trabalhos parlamentares para continuar a pressão e o diálogo com os deputados contra a proposta.
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