Na manhã desta quinta-feira, 19 de dezembro, a Pública Central do Servidor esteve representada pelo presidente José Gozze e pelo vice-presidente Wanderci Polaquini na reunião entre o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e as centrais sindicais. O encontro foi conduzido por Nelson Karam, economista e assessor do Dieese, que apresentou os avanços no projeto da Taxonomia Sustentável Brasileira.
A Taxonomia Sustentável Brasileira é uma ferramenta estratégica dentro do Plano de Transição Ecológica, voltada para orientar o mercado privado de investimento e crédito em atividades econômicas sustentáveis. O estudo visa mitigar a insuficiência de investimentos públicos no enfrentamento da crise climática, indicando ao mercado as atividades que promovem sustentabilidade e evitando práticas de “greenwashing” (quando empresas fingem ser sustentáveis para melhorar sua imagem).
Nelson Karam destacou que a Taxonomia não é um instrumento para subsidiar atividades que precisam reduzir seus impactos ou cessar completamente, nem para financiar a transição energética, mas sim uma ferramenta que oferece critérios claros para identificar ações sustentáveis. Entre os critérios estão: contribuição para objetivos climáticos e ambientais, sem prejuízo a outras metas ambientais, e cumprimento de salvaguardas mínimas.
Mais de 50 países já adotaram ou estão desenvolvendo taxonomias sustentáveis, incluindo China, Rússia, União Europeia, África do Sul e México. No Brasil, o processo está em andamento, colocando o país em sintonia com outros que buscam soluções sustentáveis para os desafios climáticos globais.
Durante o encontro, foram anunciados próximos eventos relacionados ao tema, como oficinas que abordarão energias renováveis, geração de empregos de qualidade, e redução de desigualdades em habitação, energia e saneamento. Esses eventos estão programados para fevereiro de 2025, com a participação de instituições como Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Ministério da Saúde (MS), Ministério da Fazenda (MF), e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Outro ponto abordado na reunião foi a organização da COP30, que ocorrerá em novembro de 2025, em Belém, Pará. O evento reunirá lideranças globais e as centrais sindicais terão papel estratégico na articulação de políticas voltadas à sustentabilidade e à justiça social.
O presidente José Gozze destacou a importância de inserir os serviços e os servidores públicos nas discussões sobre a Taxonomia Sustentável e no planejamento para a COP30: “vamos ouvir nossas entidades filiadas e preparar encontros no Pará visando uma atuação efetiva na COP30”.
O próximo encontro das centrais com o Dieese para tratar desses temas será em fevereiro.
