Professores denunciam políticas de educação em São Paulo

Em uma live promovida pelo grupo de trabalho de educação da Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, professores e representantes de diversas entidades de classe fizeram uma análise das políticas do atual secretário de Educação de São Paulo, Renato Feder, que tem precarizado o ensino público. A discussão também ofereceu um panorama sobre a crise geral na rede estadual.

A Pública Central do Servidor foi representada pelo diretor de organização política, assessoria parlamentar e institucional da regional Pública-SP, Paulo Ginez Chrispim, que também preside o Sinprodep (Sindicato dos Profissionais da Educação de Peruíbe). O evento contou com a participação de representantes do Udemo, CPP, Aproffib, Aproffesp e Apeoesp.

Durante a transmissão, os participantes abordaram a redução de professores efetivos e o índice de mais de 50% das vagas que são ocupadas por temporários, defendendo a realização de concursos públicos e valorização das carreiras do ensino. Também foi criticada a postura do secretário, que é um empresário defensor da privatização do ensino e que, segundo dados, já fechou contratos de mais de R$ 1 bilhão com empresas ligadas a ele nesses quase três anos de gestão.

Outra pauta discutida foi o corte de disciplinas fundamentais para a formação do senso crítico, como Filosofia e Sociologia. Muitos professores dessas áreas, que aguardam a convocação do concurso em andamento, seguem sem previsão de contratação.

Em sua fala, Paulo Chrispim denunciou a precarização do ensino para alunos com necessidades especiais. O secretário alterou o atendimento, que antes era individual, para ser em grupo, com até três alunos por professor. “Ele não respeita os níveis de suporte, o suporte 1, o suporte 2, o suporte 3, ele não respeita. Ele coloca todo mundo junto”, afirmou. Chrispim também apontou que a medida impede um atendimento de qualidade e parece ter sido estabelecida para diminuir o número de professores a serem contratados.

Chrispim ainda criticou a falta de material nas salas de recursos, afirmando que em muitas escolas os docentes precisam custear esses materiais do próprio bolso, já que o estado não fornece os itens, que são caros. 

O evento convocou a comunidade escolar para uma mobilização. Um ato de repúdio em defesa da educação pública de qualidade e da valorização da carreira docente foi marcado para o dia 26 de setembro.


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