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A Pública Central do Servidor homenageia a todos os trabalhadores do Brasil

Primeiro de Maio, dia mais famoso como sendo o DIA DO TRABALHADOR, internacionalmente falando, tem sua importância lembrada em celebrações que ocorrem em todo o mundo. Transformou-se no dia em que a os Trabalhadores são lembrados por suas lutas de direitos que ao longo de sua existência vêm sendo negligenciados.

Contudo hoje é um dia de comemoração, afinal são os trabalhadores que movimentam uma nação, sua economia e o sentido maior da existência da sociedade.

Embora seja uma data lembrada em ao redor do mundo, cada país tem as suas peculiaridades. No Brasil a data foi suscitada em torno da propaganda governamental no Estado Novo.

No link abaixo, sobre a Era Vargas

Era Vargas – saiba mais sobre esse período da História do Brasil em que houve consolidação de leis trabalhistas 

Vamos às origens

Essa data tão emblemática de representação como Dia do Trabalhador, nasceu na verdade no final do Sec. XIX em Chicago, Nos EUA, surgido das consequências da precarização do trabalho pós-revolução Industrial.

Nessa época trabalhadores atuavam sob condições subumanas. Com jornadas de trabalho superior a 12 horas por dia, sem qualquer dia de descanso, com salários muito baixos, s3m segurança, muito menos de salubridades. Quando ocorria acidentes de trabalho, os mesmos não tinham qualquer direito nesse âmbito.

Em Chicago, em função péssimas condições, surgiu então as primeiras mobilizações de trabalhadores com data que entraria para a história da luta por direitos, 1º de Maio de 1886.

Dentre as reivindicações como redução da jornada de trabalho para 8 (oito) horas, intensos protestos em Chicago foram organizados por movimentos de trabalhadores denominado anarcossindicalismo.

Nessa cidade os protestos ganharam força durante os dias 3 e 4 de maio de 1886, mas especialmente no dia 4 desse ano o movimento ficou mais conhecido, pois enquanto as manifestações seguiam na Praça Haymarket, uma bomba explodiu e o autor do atentado nunca foi descoberto, mas centenas de policiais e manifestantes acabaram morrendo.

Iniciou-se, então, a parir desse triste episódio uma forte repressão contra os trabalhadores e muito líderes do movimento em Chicago acabaram presos e quatro deles condenados, sem prova de sua culpa – à morte.

Esses líderes mortos do movimento anarcossindicalista mortos em 1887 ficaram conhecidos como Mártires de Chicago. Essa data, o Primeiro de Maio, só se tornou feriado em 1919, na França, após a jornada de oito horas diárias ter sido ratificada por lei. Em seguida, esse dia transformou-se em feriado também na Rússia, no ano de 1920.

Primeiro de Maio no Brasil

No caso do Brasil, o Primeiro de Maio começou a ganhar importância no final do século XIX. A historiadora Isabel Bilhão afirma que as primeiras manifestações desse caráter no Brasil aconteceram em 1891 e eram organizadas por militantes socialistas. A historiadora afirma também que essas manifestações assumiam a forma de apoio à República recém-instalada no Brasil.

Os protestos aconteciam com a aglomeração dos trabalhadores em locais importantes das grandes cidades brasileiras. Durante esses eventos do Primeiro de Maio, os trabalhadores realizavam discursos exaltando a classe, bem como organizavam apresentações musicais, faziam passeatas, disparavam fogos de artifício etc.

Durante a década de 1910, o movimento operário no Brasil ganhou força impulsionado pelos ideais socialistas e anarcossindicalistas. Desse movimento, destaca-se, por exemplo, a Greve Geral de 1917, na qual cerca de 50 mil trabalhadores paralisaram o trabalho em São Paulo. A greve, inclusive, passou a ser uma prática comum no Primeiro de maio, uma vez que a data não era feriado no Brasil.

Esse dia passou a ser considerado feriado no Brasil em 1924, durante o governo de Artur Bernardes. Apesar disso, foi no governo de Getúlio Vargas que o Primeiro de Maio ganhou muita importância, principalmente por causa do projeto político de aproximação com as classes trabalhadoras durante o Estado Novo.

Durante os cinco primeiros anos da década de 1930, as comemorações do Primeiro de Maio seguiram a linha de festividades organizadas pelos trabalhadores, que se reuniam nos sindicatos e em locais importantes das grandes cidades para organizar discursos, realizar passeatas, fazer apresentações artísticas, palestrar em defesa do trabalhador etc.

Durante o período do Estado Novo, no entanto, as comemorações do Primeiro de Maio foram tomadas pelo governo como forma de implantação e divulgação do projeto de Getúlio Vargas. Nesse período, existia todo um temor do governo de que as comemorações do Primeiro de Maio tornassem-se manifestações políticas dos trabalhadores.

Isso ocorria, naturalmente, pelo caráter autoritário do Estado Novo que proibia qualquer tipo de manifestação política contra o governo (censura) e perseguia, principalmente, os comunistas, que tinham forte presença nos sindicatos. Nesse sentido, as manifestações do Primeiro de Maio eram utilizadas pelo governo como propaganda de suas “benesses” e como eventos para ressaltar os valores cívicos e o patriotismo.

Essa característica se inicia em 1940, sobretudo a partir de 1943, quando os historiadores apontam uma mudança no projeto político de Vargas na direção dos trabalhadores. Nessas comemorações, eram realizados desfiles dos diferentes sindicatos existentes (todos controlados pelo governo) que enfatizavam o nacionalismo e os valores de ordem e civismo defendidos por esse presidente.

Esses eventos também eram caracterizados por discursos de Getúlio Vargas que ressaltavam os valores da classe trabalhadora. Além disso, Vargas utilizava-se dessa data para divulgar as obras do governo que eram voltadas para as classes trabalhadoras, das quais se destacam o decreto da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), salário-mínimo e férias remuneradas.

Atualmente, o Primeiro de Maio segue como feriado nacional e, nesse dia, diversos sindicatos se organizam para oferecer uma programação para a classe trabalhadora. Essas programações incluem comícios com discursos que se pautam na defesa dos direitos trabalhistas. Além disso, esses eventos realizados pelos sindicatos abrangem toda uma programação voltada para o lazer dos trabalhadores.

A Pública Central do Servidor ao longo de sua existência mantém-se firma na luta pela manutenção não só dos trabalhadores servidores públicos, mas por cada brasileiro tão importante para a existência de igualdade de direitos adquiridos constitucionalmente com tantos sacrifícios. Nesse dia tão especial a Pública se solidariza com as famílias brasileiras e seus trabalhadores que perderam suas vidas para a Covid-19, doença que vem matando cidadãos em todo o mundo.

As nossas lutas são também por esses que já não poderão estar nas frentes de trabalho em defesa da dignidade de suas famílias e para que as propostas de governantes cada vez mais massacrantes para as classes trabalhadoras sejam enfraquecidas pela força da nossa união por uma sociedade mais justa.

O Presidente José Gozze, deseja a cada trabalhador brasileiro, em nome dos servidores públicos, sempre fiéis em levar os serviços essenciais aos cidadãos e da Pública Central do Servidor, sempre incansável na missão por um Brasil mais justo.

Parabéns, brasileiros!

Parabéns, trabalhadores brasileiros!

Façamos desse dia sempre um eco dos nossos ideais mais justos para a  imensa nação brasileira.

José Gozze – Presidente da Pública Central do Servidor

Comunicação/Cal/Pública/2021

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