Search
Close this search box.

Onde vamos parar?

 

 

 

Ainda que o sol nos traga luz e calor, o dia de hoje é cinzento, escuro e assustador. Acordamos e descobrimos que 1.726 mortes aconteceram nas últimas 24 horas. Um número assustador para se juntar aos mais de 250 mil mortos, mais de 10,5 milhões de infectados.

Vacinas? 7,1 milhões, ou seja, menos de 4% dos cidadãos brasileiros vacinados.

Enquanto isso, um suposto líder, na cadeira da presidência, declara que os veículos de imprensa “são fábricas de fake news”, que a “pequena crise do coronavírus é mais fantasia e não isso tudo que a mídia propaga”, que a “imprensa criou pânico sobre covid” e que o “Brasil é um país que, em valores absolutos, mais está vacinando no mundo”.

O que podemos esperar de quem defende a tortura e os torturadores? Como pode estar preocupado com a vida quem defende a liberdade de compra de armas? Morre mesmo, dirá; é da vida. Um dia, todos vamos morrer.

Esses pensamentos e ações só podem vir de quem despreza a vida. Não a sua, mas daqueles que lhe depositaram ou não votos na urna. Os que não depositaram já sabiam de quem se tratava: uma pessoa insensível a ponto de desprezar seus conterrâneos. Os que depositaram, acreditavam (e alguns continuam acreditando) numa liderança que não surgiu.

O meu querido São Paulo não está longe nesse caminho de doenças e mortes, pandemia e vacinas. São mais de 60 mil mortes, mais de 2 milhões de infectados.

Vacinas? 2 milhões de doses, ou seja, em torno de 5% de paulistas vacinados.

O Governo do Estado se preocupou mais com a questão das vacinas? Sim. Deu o pontapé inicial, buscou comprar vacinas a despeito do Presidente negacionista. Mas dá sinais também de que está mais preocupado com a estabilidade financeira do que a vida do cidadão paulista. Hospitais lotados, UTIs chegando próximo dos 100% e as ações tímidas e trêmulas.

Primeiro proíbe o comércio e bares das 23h às 5h. Durante o dia, liberdade total. Bares, restaurantes, shoppings, academias e escolas abertos, como se o vírus só funcionasse no período noturno e na madrugada. Agora, já assustado com o avanço no número de mortes, anuncia um pseudo lockdown para daqui dois dias, claro, na esperança que o vírus aguarde no tempo.

E as escolas? Essas continuarão abertas. Vírus não costuma assistir aulas. Professores e alunos, alguns na mais tenra idade, se aventurarão a se infectar e levar para as famílias na volta para casa.

Criança sem vida, mas com o dever escolar em dia. Sala de aula com professor infectado?

Essa é a lição para nossos educadores e educandos. Aonde vamos ancorar?

Claro que alguns dirão: “de que adianta fechar tudo?” A população, ou parte dela, correrá para festas clandestinas, praias lotadas, etc. Verdade. Não percebem ou não querem entender que a inspiração vem das autoridades que “fazem de conta” que estão resolvendo tão bem entre a vida e a morte a ponto de convencer muitos incautos. E é assim que a morte desnecessária vem chegando e a necessária vida partindo.

José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor.

Comunicação/Cal/Pública/2021 

 

Compartilhe essa notícia
Últimas notícias da categoria:
Criação do INPSU – Instituto Nacional do Regime Próprio de Previdência Social da União
28 de setembro de 2023
Senado vai contra STF e aprova marco temporal para demarcações de terras indígenas
28 de setembro de 2023
É Plano de Carreira ou greve! Servidores do meio ambiente aprovam paralisação geral dia 28/9
26 de setembro de 2023
Filie-se

Traga sua entidade para a Pública

Faça parte da Central dedicada exclusivamente ao Serviço Público.

A filiação à Pública garante participação em um grupo forte, coeso, que compartilha dos mesmos ideais e objetivos em uma rede de proteção dos serviços públicos e dos servidores brasileiros.

Inscreva-se em nossa

Newsletter

Receba nosso conteúdo informativo diretamente em seu e-mail